terça-feira, 1 de novembro de 2011

Fracasso


Olho no espelho
E vejo a poeira cósmica
Do que restou
Olha para dentro de mim
E
O que restou?

A chuva não é mais a mesma
E o vento está para outras direções
Minha velocidade hoje é de uma lesma
Mas da minha decadência é de minhas pulsações

As vezes quero esquecer o passado
Pois fui maior do que hoje
Na verdade queria voltar
Porque hoje não sou mais nada

Eu tento levantar
Mas o peso do fracasso, a derrota escancarada
São tão pesados quanto meu corpo morto
Quanto minhas lágrimas acumuladas
Numa banheira junto ao sangue da minha mente
Estou cada vez mais decadente
Pois o fracasso não me deixa levantar.


[Essa é do ano passado, só postei porque lembrei que meus amigos queriam ler, e está ai!]