quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mais um dia...

Mais um dia sem o brilho do sol
Mais um dia sem escutar o canto dos pássaros
Mais um dia sem o brilho nos olhos
Mais um dia...

Mais um dia sem sentir o cheiro
Mais um dia sem sentir o calor
Mais um dia sem sentir o beijo
Mais um dia sem sentir o sabor

Mais um dia com saudade
Mais um dia com dor
Mais um dia sem sentir a liberdade
De mostrar o meu amor

Mais um dia que parece um mês
Mais um dia que não passa
Mais um dia sentindo a morbidez
De estar apaixonado

Mais um dia e os problemas parecem maiores
Mais um dia e os pesadelos parecem piores
Mais um dia e a falta do teu aquecimento destrói meu mundo
Mais um dia e o ferimento fica mais profundo
Mais um dia?

domingo, 29 de agosto de 2010

Prêmio Blog de Ouro




Pouxa! Eu estava sendo indicado e nem sabia!rs
Eu agradeço muito à Raíssa Stèphanie pela indicação e por ter me mostrado!
Estou realmente muito feliz, eu nunca imaginei que poderia ser indicado.
Mais uma vez muito obrigado Cissa Godzillete, que é dona de um dos melhores! (Histórias de Amor)


Por enquanto essas são minhas indicações:
Mensagem Efêmera, de LaraUtzig
Coletivo Palafita
http://antonioquem.blogspot.com/, de Antonio Fernandes

Aventuras em papel e tinta, de A'Nika Sanc


Pois é, continuando...

Ao aceitar receber o Selo, os indicados devem cumprir quatro procedimentos básicos:

1 º Colocar a imagem do selo no seu blog;
2 º Indicar o link do blog que o indicou;
3 º Indicar outros blogs para receberem o selo;
4 º Comentar nos blogs de seus indicados sobre o selo.


xD





sábado, 28 de agosto de 2010

Desorientado

Estou confuso
Mas não estou perdido
Desorientado talvez
E até um pouco iludido

Porque essas sombras?
Porque esses vultos?
São meus fantasmas
São meus frutos

Por que esses cortes?
Porque essas cicatrizes?
Cadê minha sorte?
Cadê minhas diretrizes?

Acho que estou mais perdido do que penso
Acho que estou mais ferido do que penso
Acho que nem estou pensando direito
Só quero continuar caminhando...

Desorientado tentando pensar
Tentando achar um caminho
Tentando não parar

Porque eu não percebo?

Eu vejo seu nome em toda parte e em todas as mentes
E suas sombras estão nos sonhos de todo mundo, isso é frequente
Mas todos já estão acostumados

Porque você está arrancando meus olhos e pregando na TV?
Porque você está me fazendo engolir suas propagadas?

As pessoas rotuladas como “estrelas” são mais valorizadas que as verdadeiras
As pessoas preferem ir a parque de diversões a ir tomar banho em cachoeiras

Porque você me faz comer alimentos inventados?
Porque você me faz esquecer de que posso comer?
Porque você não me deixa pensar, descansar e ficar parado?
Porque você me faz ficar paralisado na frente da TV, quando eu poderia nadar, caminhar o correr?

E porque eu não percebo?

Porque você me faz comprar o que eu não preciso?
Porque não dá algo realmente bom pra mim?

Porque você me faz...?!
Porque você não faz...?!
Porque você me faz...?!
Porque você não faz...?!

Porque me acostumei?


(este é o verdadeiro garoto propaganda!rs)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eu sei que o tempo não vai parar

A noite vem escurecer
O céu quando eu não quero.
Você me abraça
E diz que o tempo não para.

Adoro o “estado” que estou
Mas o tempo não para
E o relógio parece que dispara.

Os segundos passam tão rápido
Que nem sinto direito o que acontece comigo.
As horas e o vento
Passam tão rápido que nem consigo viver direito

Adoro o “tempo” em que estou
Tenho que aproveitar o que me restou
Pois o resto...
Não demora a passar.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A única aptidão do homem é formar outra aptidão



A única aptidão do homem é a aptidão de formar outras aptidões.
Seja aqui, no Japão, ou outras regiões
Essas aptidões se formarão a partir do contado como mundo dos fenômenos e objetos
É o mundo da ciência, da arte, da tecnologia, das idéias e seus aspectos.

A criança colocada diante desse mundo humano
Deve agir, deve falar, apropriar-se da cultura
Seguir seu plano, correr, andar e ainda ter postura
A criança no momento do nascimento, não passa de um candidato a humanidade
Mas não pode alcançar o isolamento: aprender a ser humano é sua prioridade.

E ainda que coloquemos um “PC” e um celular na jaula de um leão, ele não vai dar uma “tweetada” e nem fazer uma ligação.
E se de repente uma catástrofe exterminasse com os adultos e só as crianças preservasse?
A humanidade recomeçaria!
Como de uma semente ao fruto.

Biologicamente temos traços parecidos com nossos pais, socialmente a sociedade nos muda com suas “tv’s” e seus comerciais.
Há gente pobre e gente rica, gente boa e gente má, gente que saber escrever e gente que sabe mal falar.
Seja aqui, ou no Japão, a única aptidão do homem é formar outra aptidão.

sábado, 10 de julho de 2010

Pensamentos


Andar de ônibus na maiorias das vezes não é bom, sozinho e sem celular (com mp3), é pior ainda!
É chato, tedioso, parece que demora mais a chegar ao destino, a não ser que você não esteja com pressa. É legal andar de ônibus com amigos, ou com a namorada, pois com os amigos você pode curtir e tal, com a namorada você namora, né?! Rsrs. Além de, caso você esteja só ou não, entrar alguém com o celular ligado o som super alto com um gosto musical não muito bom a seus ouvidos, ou quando o motorista dá uma de radialista, só coloca músicas de artistas que acho que já até morreram, mas fazer o que, né? Prefiro andar de ônibus a ir andando!

Pensamentos??

Já vi que postar só minhas poesias aqui não satisfaz a minha vontade de mostrar o que eu sinto, então começarei a postar alguns pensamentos, pontos de vista e tal. Espero que goste, mas não deixe de ler minhas composições! Rsrs

domingo, 16 de maio de 2010

Não Vou Aguentar


Abro os olhos e te vejo
amarrada aos meus pulsos
Querendo me tentar
Abro os braços e você
beija meu peito com batom preto
Não vou agüentar...

Eu não vou agüentar e essa tentação
Pois minhas guerras já estão perdidas
Perdidas, perdidas!

O teu frio me dá arrepio
Mas tua escuridão me excita
Quero me aprofundar...
O teu beijo negro me faz delirar
Não sei quais são as suas armas
Acho que estou rendido...

Eu não vou agüentar e essa tentação
Pois minhas guerras já estão perdidas
Perdidas, perdidas, perdidas!

Eu não vou agüentar e essa tentação
Pois minhas guerras já estão perdidas
(As minhas guerras já estão perdidas)
As minhas guerras
Minhas guerras
Minhas guerras já estão perdidas...

E o teu beijo negro me faz delirar
Eu não sei quais são suas armas
Eu não vou agüentar essa tentação
Pois minhas guerras já estão perdidas

As minhas guerras já estão perdidas
As minhas guerras já estão perdidas
As minhas guerras já estão perdidas
As minhas guerras já estão perdidas



[essa é a letra de uma música que eu fiz pra minha "banda", mas estamos parados, porém, pra mim, o projeto ainda está de pé]

O que restará para nós?

Composição: Kallebe Lima e participação especial da Vannii! *-*


Eles olham nos seus olhos
Seguram suas mãos
E dizem que você é o futuro...

Eles olham
Nos seus olhos
Seguram suas mãos
E dizem que você é
O futuro
Mas olha o mundo
Ele está se acabando
O calor ta aumentando
O que nos vamos fazer?

Eles dizem
Que nós somos
O futuro.
O que restará para nós?
Eles dizem
Que somos o amanhã.
Mas o que amanhã
Vai restar para nós?

Como podem
Esperar
Tanto de nós...
Não podemos arrumar
O mundo
Apenas continuaremos
E tentaremos mudar.
Não podemos concertar
O que há muito está errado...

Eles dizem
Que nós somos
O futuro.
O que restará para nós?
Eles dizem
Que somos o amanhã.
Mas o que amanhã
Vai restar para nós?


[obs:Vanii! Valeu por me ajudar, eu te considero muito!
essa eu dedico pra você!!]

sábado, 1 de maio de 2010

As coisas não são tão simples

As coisas não são tão simples,
Nem tudo é tristeza,
As vezes a felicidade é ruim,
Não confunda minha cabeça.

Eu só quero um lugar onde eu possa descansar, onde eu possa ser feliz.
Eu só quero um amor a quem eu possa me agarrar e ser o que eu sempre quis.

A brisa bate em meu rosto, trazendo frio, oh! Vai chover. Oh! Chuva molha meu corpo, oh! Meu amor vem me aquecer.
Adoro ver as gotas caindo e em meu amor ver seu brilho nos olhos e sentindo do seu corpo o calor.

Eu quero a chuva, mas às vezes eu preciso do sol.
Oh! Chuva molha meu coração, leva todas as lágrimas e as tristezas que estão nelas.

As coisas não são tão simples,
e as coisas não são fáceis.
A chuva não cai por acaso,
a chuva descobre minhas faces.

Não Me Deixe Só

Só a chuva e eu...
E eu vejo as gotas,
Elas me prendem aqui,
É estou preso,
Indefeso
E, só aqui.
De que adianta eu te ver se não posso voar contigo
ou até cair contigo.
Sinto que estou em perigo,
Vem me salvar,
Me tira daqui,
Me ajuda a voltar a sonhar,
Deixa eu te sentir.
Não agüento essa dor,
Vem,
Me traz o teu frio,
Estou com calor.

Quando estiver no deserto,
Quando estiver só no deserto e
Não ter ninguém por perto,
Lembra que estou te esperando,
Lembra que eu estou só, te esperando,
Chorando ou cantando
Estarei te esperando.

Sou uma nuvem nova que vem pra molhar,
Sou as lágrimas de um garoto que vem pra suplicar...
Por favor não deixa eu ir,
Não deixa eu partir,
Não quero chegar no deserto,
Quero ter minha chuva por perto...

E continuo sentado aqui,
Só,
Vendo só chuviscos
E os chuviscos a partir...
Sozinho,
Sem ter pra onde ir,
Vejo desaparecer,
A musa de minha alegria
E do meu entristecer.

Talvez....

Talvez o mundo não seja completamente redondo
Talvez eu não esteja completamente apaixonado
Talvez eu não seja doutor e nem mordomo
Mas não quero ficar parado

Talvez haja vida após a morte
Talvez eu nem tenha começado a viver
Talvez eu nunca tenha um carro de grande porte
Mas eu não quero perder...

Talvez haja vida fora da terra
Talvez eu não tenha te dado toda a minha atenção
Talvez no mundo nunca pare de ter guerra
Talvez ninguém tire conclusão

Talvez eu não consiga dormir
Talvez haja honesto político
Talvez do amor eu tente fugir
Talvez todo mundo tenha um pouco de místico

Talvez o frio seja mais que bom
Talvez seu calor me mate
Talvez pintando um dia eu chegue no tom
Mas eu não quero que me falte

Talvez a água foi realmente potável
Talvez sobre o Big Bang tenha alguma verdade
Talvez com você fui pouco amável
Talvez tenha perdido a sustentabilidade


[ Dedico essa a minha (best) Raíssa! te amo mana]

quarta-feira, 31 de março de 2010

O BOSQUE DAS BRUXAS

A noite era gélida...
As brisas chegavam ao rosto como tabefes secos...
Uma leve névoa se levantava a poucos palmos do chão e se movia de forma fantasmagórica sobre o lago e por entre as arvores do bosque.
Essas eram antigas, altíssimas e mórbidas...
Não havia restado uma folha sequer nos galhos...
...Que pareciam na escuridão mãos de diversos tamanhos e desenhos, todas ossudas, enrugadas e curvadas para dentro do bosque...
Tais "mãos" eram segundo a população local provenientes de uma lenda já meio esquecida, a mesma que dera o nome ao bosque...
Qualquer um que estivesse ali naquela noite, vendo as volumosas ramificações indo e vindo com o vento, imaginaria realmente (uma angustiante coreografia dessas) dezenas de mãos grotescas e ossudas... Que queriam a todo custo impedir que a luz da lua e das estrelas chegassem ao bosque, mantendo-o assim mergulhado na mais absoluta escuridão....

Não vou me deter, nem nos rangidos altos e abafados (que vinham de vez em vez das copas das arvores) e que deixariam os pelos da nuca de qualquer um em pé ao romperem aquele silêncio irreal;
Não vou me deter, nem nos vultos misteriosos (talvez de animais) que apareciam distantes e velozes cortando a névoa e estimulando a imaginação;
Não vou me deter nem no negro intenso do lago (sem duvida a coisa mais estranha de todas), que o deixava com uma aparência incomoda de vazio, de nada...
Não me deterei, pois a mão de Nicole estava quente e macia enquanto puxava a minha com firmeza... O seu perfume já familiar parecia naquele dia particularmente apetitoso a minhas narinas, sua voz doce e clara, hoje era quase um canto que ecoava nos meus ouvidos...
E suas curvas pecaminosas visíveis mesmo na escuridão, me mantinham concentrados exclusivamente nela... Eu me sentia enfeitiçado.

Bom, Nicole era minha namorada e era também a gótica mais linda da cidade.
Na nossa relação sempre fui o curioso e ela sempre foi disposta a satisfazer tal curiosidade... Já me presenteara com literatura de rituais de magia negra, me levado pra "cachaçadas" dela e de seus amigos em cemitérios, missas supostamente satanistas etc...
Mas a experiência de agora seria a mais intensa; ela havia me trazido para perdermos a virgindade em pleno bosque das bruxas, na alta madruga...
Não pensem que eu era um pervertido aspirante a adorador de satã, ou coisa parecida; qualquer conhecido meu me definiria como um jovem extrovertido e só, nada além , tudo que fizera até ali fora só para agradar Nicole.
Confesso que, ela sim era sombria a olhos de estranhos; e por vezes, aos meus, tola com essa natureza forçada de seus atos e seu estilo, mas também por vezes era instigante, interessante e realmente sexy, havia algo genuinamente "bruxo e diferente" nela.
E eu percebia esse "diferente" no contraste...
Da frieza de seu olhar escuro, com o calor de suas coxas por entre as minhas.
De seu jeito sombrio e indiferente declamando juras doces e apaixonadas pra mim
Ou ainda quando um carinho, com as suas unhas negras e afiadas, rasgava a pele e deixava um ralo fio de sangue... Que ela vinha lamber suavemente com sua língua úmida...
Nessas horas... Eu sentia a adrenalina de um equilibrista!
Tentando caminhar na linha imaginaria que delimita o certo e o errado, o saudável e o insano, o lúcido e o louco, o Deus e o diabo...
(No fim a morbidez de Nicole fazia-me sentir vivo, fazia-me querer experimentar a vida e improvisar um mundo...)
Mas voltando ao bosque...

Ela me guiou para a parte mais escura e densa, para depois dos troncos altos e negros.
E começou a dizer, enquanto caminhava, como se estivesse se lembrando de algo que ocorreu há muito tempo atrás:
---Segundo a lenda do bosque, Louis (que cabeça a minha! Esqueci de dizer, me chamo Louis...), esse espaço aqui serviu, a muito... Muuuíto tempo atrás, para a queima de bruxas pela santa inquisição...
Ouvi quieto, até ela fazer uma pausa teatral, pra respirar solenemente e continuar no tom longiguo:
--- Depois de queimadas, as almas imortais das feiticeiras teriam ficado aprisionadas, em tudo que há aqui... hum! Até hoje, segundo a lenda, elas estão no solo, nas águas, nas arvores, etc... Esperando e esperando (E só ressurgirão com sacrifícios sagrados feitos de "bla, bla" anos em "bla, bla" horas, em "bla, bla" estações, com bla, bla tipos de materiais, e bla bla... Pulemos essa parte, a história detalhada é muito comprida.... Basta dizer que litros de sangue puro precisam alimentar o ímpeto das bruxas para que elas voltem)"
---Já sei dessa história Nicole, nos seus mínimos detalhes, ela é bem "interessante"--- finalizei frisando a ultima palavra com ironia.
Ai já estávamos bem próximos do lago, ao terminar de sorrir senti a terra fraca e morta ceder vários centímetros sob meus pés, nervoso continuei, e o solo ia cedendo cada vez mais, depois de mais alguns passos ofeguei alto.
Nicole virou para mim com seu olhar misto e indecifrável viu meus pés afundados e riu.
---Já tá com medo?! Vem me segue... --- o fiz e ao dar mais um passo o chão em que pisava já era duro---Cê tá comigo, relaxa... E respeita também! Isso aqui não é brincadeirinha”.
Eu fiquei calado rindo por dentro (dessa atuação, como se ela mandasse no bosque) e perguntei pra mim mesmo o que Nicole tinha de tão atraente, parecia que ao seu lado eu não tinha que pensar nunca na morte, pois já estava com ela... Já a beijava, a fazia ofegar e declarava-lhe meu amor quase todo o dia....
Demos meia lua no lago, em silêncio, mas com a minha ansiedade pulsando e com a minha adrenalina crescendo, ai ela parou e estávamos o mais longe possível da cidade. Pareciamos longe do mundo e do século 21...
Notei que Nicole começou a respirar irregularmente enquanto mirava o lago. "Olha, olha ela também esta nervosa!", disse sorrindo.
Ela se virou e com os olhos vidrados me encarando e começou a explicar sua história em um sussurro sombrio... Ouvi imóvel “Aqui nesse chão onde nós pisamos, minha mãe foi degolada... Eu tinha quatro anos mal me lembro do papai dizendo que ela tava no céu, mas soube que ela veio pra um piquenique com as amigas da faculdade... Encontraram os corpos de todas sem uma gota de sangue no fundo desse lago...”
Eu soltei um assovio.
---Você tem pena de mim Louis?--- perguntou ela fingindo o tom de uma criança amedrontada tocando com sua mão extremamente fria no meu rosto, me deixando atônito, para então do nada rir, quase gargalhar--- Não precisa, essa morte piegas (e digna de romance policial de banca de revista) da minha mãe, só me deixa mais excitada.
Ela pegou minha mão com as suas, começando a tremer
---Pensar que sou uma jovem indefesa--- encostou-a em seu seio direito, respirando mais irregular ---, em um bosque de trevas--- eu massageei-a, ouvi seu ofegar de prazer em tom crescente--- predestinada a morrer da mesma forma que sua antecessora--- ela parecia estar prestes a ter um orgasmo só em pensar na fantasia, se aproximou de mim e sussurrou esfregando o seu corpo no meu--- E ainda transar, não é demais?! Heinn?"
Eu sorri e disse que ela me dava medo...
"Eu te amo Louis...", eu olhei para ela surpreso com sua declaração "e quero ser tua"...

Ela colocou um canivete de metal maciço na minha mão, eu não entendi, ela sorriu... "Eu vou ser a mamãe e você é um doente qualquer... Com sede de sangue, fome de carnes... E desejoso de um corpo que possa lhe dar tudo isso, junto!”.
Eu ri alto por dentro, comecei o joguinho...
Sorrindo segurei o canivete com uma mão e com a outra a agarrei pelo pescoço, a puxei rápido para perto... Cheirei a nuca com violência, ouvindo a atuação convincente através de suas suplicas pra que eu parasse, empurrei-a no chão enlamaçado e me ajoelhei a sua frente, puxei-lhe as pernas brancas e expostas pela curta saia para alem do meu quadril, seus olhos encontraram os meus... Seu sorriso pecaminoso e o seu olhar brilhante implorava pra que eu continuasse....
Encostei o corte do canivete na sua perna, apertando-a com minha outra mão, aquela carne mesmo suja de lama, era macia, aveludada, quente... Brinquei escorregando o canivete ( lado cego) até sua coxa, então o virei, cortei sua saia toda só de uma vez e joguei a peça no lago.
Guardei o canivete no bolso e virei Nicole de costas, minhas mãos escorregaram apertadas pelas pernas...
Coxas...
Nádegas...
Costas...
E de lá puxei os cabelos...
Cheirando o seu perfume sussurrei no ouvido "Não grite bruxinha! Se não eu te mato...".
Ela começou a se mover com força (esfregando-se em mim e, talvez propositalmente, arrebentando o botão da minha calça)...
E gritar alto assim que minhas mãos começaram a passear firmes em suas curvas, e meu quadril com o dela viraram encaixes moveis.
Seus gritos misturados com nossos guinchos e gemidos, meus tapas e apertões, meus carinhos, nossos suspiros, o contato da nossa pele, a lama entre nossos corpos, o vento seco, a névoa leve, os galhos indo e vindo, nossos corpos vindo e indo, a batida de nossos corações... Tudo em um segundo tão intenso e no outro tudo, tudo se dissolveu na saliva do beijo mais faminto e longo que ela foi capaz de me dar....
A mão dela foi abaixando minha ultima peça de roupa,
Eu então me lembrei...
Sai de cima dela rapidamente.
Nicole levantou enlamaçada, desesperada.
---Que foi Louis, te machuquei?!
Eu angustiado levantei minha calça e procurava a camisa.
---Perdão Nicole!--- disse sem lhe olhar nos seus olhos.
---Amor!--- chamou ela desesperada--- Que foi eu não fiz algo direito? Eu disse que não ia saber fazer as preliminares...
Eu ouvi aquela frase tão infantil, me voltei para ela, linda... trágica e cômica, a pele de veludo branco e todo enlamaçado, o corpo coberto só por uma calcinha... Aproximei-me e a abracei forte.
---Querida! Você deve permanecer virgem--- expliquei enquanto sentia seus mamilos e seus seios macios no meu peito nu--- só assim as princesas das trevas voltarão ao seu reino!
---O que? Péra ai! Para com essa gracinha Lou...
Enfiei-lhe o canivete na garganta, agüentei os espasmos silenciosos do corpo...
Em um movimento rasguei toda a carne do pescoço. Antes de lhe jogar no lago certifiquei-me de que todo o seu sangue, de que cada gota umedeceu a terra do bosque.
Depois que o fiz, fiquei de pé vendo-a afundar na escuridão do lago, um vento forte jogou a camisa que antes havia procurado, na minha mão, ajoelhei-me, orei as almas e agradeci por permitirem que eu cumprisse mais uma vez minha missão ao me darem forças pra eu ir contra meus ímpetos e sentimentos.
Fui embora e senti o bosque tremendo, as arvores caindo atrás de mim, a névoa fria e úmida virando fumaça quente e seca com um cheiro de carne queimada. Apressei-me um pouco, o sangue de Nicole transbordara o cálice do tributo, meu trabalho começado com a mãe dela finalmente terminara, as almas já não estavam mais aprisionadas...



autor: MARCO ANTONIO

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Virtualmente Apaixonado






Imagina como eu fico na frente do PC esperando você se conectar
Esperando aparecer ‘on’
Esperando um certo olá!

De repente o PC buga!
De repente a net cai!
Ai, Ai! Meu Deus, o que vai acontecer?

Estou aqui há horas!
O quê que vou fazer?
Vou baixar mais músicas pra ficar pensando em você!

Que nem a música da Liah...’Poesia e Paixão’...
Quem dera a ge
nte se transformasse em uma canção!
Queria tanto te ver agora
Olhar nos teus olhos
Sentir tua respiração
Sentir as batidas do teu coração
E dizer: “Estou aqui...
Para poesia e
paixão”





Dedicado para Jessy!;*

Sinto que tenho que te proteger



Sinto que tenho que ser seu guardião
Sinto que tenho que te dar proteção
Que tenho que me jogar no chão...
Pra você não pisar na lama
Estar do seu lado
Quando deitar na cama
Abraçar-te...
Quando fechar os olhos
Beijar-te...
Na testa quando estiver dormindo
E tentar fazer com que você sonhe...
Com que você sonhe comigo

Eu estava lá quando você começou a chorar
Eu estava lá pra te abraçar
Eu estava lá pra fazer você sorrir
Mas não quero estar pra ver você partir...
[Pois quero que fique perto de mim...]

Sinto que tenho que te proteger
Sinto que meus sentimentos você tem que compreender
Que tenho que poder...
Estar a ti abraçado quando for passar por uma rua escura
Estar do seu lado
Quando abrir seus olhos em candura
Abraçar-te...
Bem forte antes de levantar
Beijar-te...
E beijar muito, beijar até cansar.
Tentar fazer com que você esqueça os problemas
Com que você só pense em mim

Eu estou aqui pra você me ver chorar
Eu estou aqui pra você me abraçar
Eu estou aqui pra você me fazer sorrir
E quero que esteja pra desse mundo tentar fugir...
[Pois quero que sempre fique perto de mim...]

Sabe quando você não quer voltar só pra casa?
Quando não quer dormir e acordar só?
Quando não quer passar por ruas escuras e chorar sozinha?
Estou aqui pra te dar toda atenção minha!
Pra te proteger
Pra contigo voar, pular e correr.
Mergulhar contigo na chuva
E podermos ter prazer.
Aliás, tenho prazer em te proteger.

Estar do seu lado...
Quando acordar...
Pra ter certeza que acordará bem...

Soldados


Eles vêm caminhando
Por ruas de tristeza
Vem sem dor, sem pensar
Sem mostrar fraqueza

Eles obedecem
Eles não falham
Parece que não enfraquecem
Assim que lutam, assim que trabalham

Cheios de músculos e de suor
Agüentam pressão
Pressão psicológica
Fazem pressão
Em outros dos seus
Nesse mundo sem lógica

Mamãe! Não quero isso!
Mamãe! Não quero fazer isso!
Acho que não vou aguentar
Quero cantar
Quero fazer solos e gritar...agudos...sem parar
Gritar!


obs: aqui “soldados” representam os soldados mesmo, mas tentei colocar de uma forma que representam pra mim ,“Sem mostrar fraqueza”. Os soldados somos nós, pois parecemos máquinas, visto que temos que mostrar produção! Porém, não quero virar um soldado da sociedade.

Minhas caras estampadas


Chego em casa, chuto os sapatos e ligo o som
Música alta, rock pesado, arrumar problemas é o meu dom

Deitado, olho pela janela e vejo nuvens super carregadas
Olho pro meu quarto, pras camisas, pras bandas, pras cores e vejo nelas minhas caras estampadas

E começo a pensar...
Ninguém me entende, ninguém me vê, só vem a mim pra reclamar
É...
Só os amigos pra me entender!
Só meus amigos pra conversar!

E me vejo doente
E me pego tentado penetrar em sua mente
O que pensa de mim?
Sou tão normal quanto você!
Ou tão diferente...

Estou quebrado!
Entre o que não quero
E o meu remédio a meio metro
Mas não estou doente!
Sou tão diferente quanto qualquer adolescente

Não tenho ódio no coração
Mas não são só minhas espinhas que me deixam com raiva
É como você olha pra elas
É como você vê como são

Ouça! Estou gritando!
Atenção! Estou gritando!
Agora você me escuta?!
Agora você me vê?!
Não se assuste...
Eu sou assim

Viu minhas caras estampadas?
É...
Só os amigos pra entenderem a mim...

Perdido



A vista da janela
Já não é tão bela
Quanto antes
O pôr-do-sol
Vermelho sangue

Não é mais como antes

Da vontade de pular
Da vontade de gritar

Da vontade de cortar
O ultimo fio de vida que me resta


As nuvens escurecidas
Choram em meio a minha mente

Perdida
O frio em minha alma
A ausência de minha calma

Perdida

Da vontade de pular
Da vontade de gritar
Da vontade de cortar
O ultimo fio de vida que me resta


Os olhos avermelhados

Choram em meio a escuridão
Perdidos
O calor em meus pulsos
A impaciência muda meus cursos

Perdidos...

Lembre – se de mim

Quando tudo estiver seco, lembre-se das lágrimas que derramei por você.
Quando estiver triste, lembre-se das vezes que te fiz sorrir.
Quando estiver tudo escuro, lembre-se como meus olhos brilhavam ao te ver.
Quando pegar uma
rosa, se te machucar e se sangrar a tua mão, lembre-se que foi assim que deixou meu coração e quando ela cair no chão, veja que foi assim que me deixou...


Lágrimas de Anjo

Você caminha em minha direção
E me abraça forte
Você olha nos meus olhos
E me sinto sem suporte


E me torturo sem saber como
Aplicando em meus pulsos

Umas dose de insegurança

Mas olhos mudam os cursos

Não consigo ver sua aureola

Sinto cheiro de rosas doces queimadas

A fumaça preenche meu olhar

E a chuva molha as rosas negras quebradas

E a chuva vem com mais força
E me abraça com mais intensidade

E de novo vem aquela moça
Que acabei de desconhecer


E a cada gota uma lembrança

As lágrimas de sangue trazem insegurança


E vem em minha direção

E me abraça frágil
Olho em seus olhos


Não sinto bater seu coração

Encosto em sua face

Ela está tão quente quanto eu, está mais viva do que eu

Sinto minhas lágrimas de sangue escorrendo

Estou tão frio assim?

A certeza da solidão


E as gotas de chuva caem sobre mim como elefantes correndo
Eu corro pra horizonte, onde o mar encontra o céu, pra tentar te encontrar...  
O meu rio está secando e minhas lágrimas evaporam antes de cair na água
E fecho os olhos pra tentar nos meus sonhos te localizar  
O sol já não seca minhas gotas de sangue e nem ajuda a me esquentar  
As terras onde vivo agora, não têm a mesma lua e nem a mesma manhã  
Tento ser sombrio, mas a lembrança o teu riso me faz sorrir da minha cara de bobo  
Não sei se é solidão, se essa paixão está me corroendo, mas me sinto morrer, e como as geleiras...Vou derretendo  
Não consigo dormir, mas não quero abrir os olhos, não quero deixá-los vermelhos e nem fazê-los sofrer
Jogo-me na água, mas na consigo me afogar  
Jogo-me na água e o tempo parece não passar
Em um segundo, dias e noites emergido
Dias e noites me partindo, derretendo, evaporando  
A cada mergulho os pesadelos ficam mais longos, a cada pesadelo...
A certeza da solidão.